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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Estamos melhores em todos os sentidos" diz Kirk Hammett, do Metallica

Metallica é sinônimo de rock (bem) pesado e rápido. Mas seria reducionista classificar essa banda como "heavy metal". Porque o Metallica tornou-se um nome pop. Pelo menos é o que atestam os números.

Criado no início dos anos 1980, o quarteto norte-americano já vendeu mais de 100 milhões de cópias de discos. Teve cinco álbuns seguidos estreando no topo da parada da "Billboard". Levou para casa nove Grammy. E a atual turnê rendeu US$ 220 milhões até o final de 2009, o que a coloca entre as 20 mais lucrativas dos anos 00. Além disso, o grupo ganhou uma versão própria do popular game "Guitar Hero" e está no Rock and Roll Hall of Fame.

É com essa turnê, a World Magnetic, que já conta com 123 shows pelo mundo, que o Metallica desembarca no Brasil para apresentações em Porto Alegre, no Parque Condor, no próximo dia 28, e em São Paulo, no estádio do Morumbi, dias 30 (ingressos esgotados) e 31.

É a quarta passagem da banda pelo Brasil --a primeira foi em 1989; a última, em 1999.

"Levaremos ao Brasil a produção completa, com telões gigantes, luzes, cenário", diz à Folha o guitarrista Kirk Hammett. "Vamos tocar muita coisa nova, pelo menos quatro, cinco músicas do último disco. Algumas faixas que as pessoas esperam que toquemos, como "Enter Sandman", e outras canções antigas, mas não tão conhecidas", revela. "Nunca tocamos o mesmo set duas vezes. Mudamos de noite para noite."

Com nove discos de estúdio, lançados entre 1983 ("Kill "Em All") e 2008 ("Death Magnetic"), o Metallica saltou de banda de heavy metal para banda pop com o álbum "Metallica" (ou "álbum preto", para os fãs), de 1991. O quarteto chegava às rádios e à MTV.

"Queríamos apenas compor canções um pouco mais curtas!", afirma Hammett, ao ser questionado se a guinada pop foi algo estudado. "As canções antigas eram muito longas, progressivas, complexas. Queríamos algo mais simples. Não pensamos se seria pop ou não. O que acontece é que, naquela época, as rádios rock estavam procurando o tipo de música que estávamos fazendo."

O "álbum preto" foi produzido por Bob Rock, que antes tinha trabalhado com grupos como Bon Jovi. Para "Death Magnetic", a banda chamou Rick Rubin (Johnny Cash, The Gossip, Beastie Boys).

"Rick Rubin nos disse que seu disco favorito do Metallica era "Master of Puppets" [álbum bem pesado de 1986]. E ele queria fazer um novo "Master of Puppets". Dissemos: "OK"."

Após quase três décadas de vida, o Metallica segue como um nome forte do rock. A banda já passou por sérios problemas de relacionamento, registrados no ótimo documentário "Some Kind of Monster" (04).

"Sou orgulhoso por termos passado daquela fase. Não somos mais as pessoas que você vê naquele filme. Crescemos e hoje nos damos muito bem. É mais fácil estar nessa banda em 2010 do que era em 2001, 2002. Pessoalmente, espiritualmente, profissionalmente, musicalmente. Estamos melhores em todos os sentidos."

Maiores informações: www.showmetallica.com.br

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

‘Foi uma maluquice’, diz Roberto Medina sobre Rock in Rio de 1985

“Pensando bem, foi uma maluquice mesmo”, reconhece o idealizador do evento, que entre 11 e 20 de janeiro de 1985 reuniu 1,38 milhão de pessoas na Cidade do Rock, construída em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, especialmente para abrigar o festival.

O Rock in Rio foi realizado mais duas vezes no Brasil (em 1991 e 2001) e ganhou cinco edições internacionais - três em Lisboa (2004, 2006 e 2008) e duas em Madri (2006 e 2008). As capitais portuguesa e espanhola, aliás, vão receber o festival mais uma vez
em maio e junho deste ano.

Mas quando o Rock in Rio voltará para a terra natal? “Acho que pode acontecer no final de 2011. Tomei essa decisão há um mês. Estamos debatendo a ideia. Mas um sentimento me diz que vai acontecer”, reconhece o publicitário, que cita AC/DC, Shakira, Ivete Sangalo e Radiohead como alguns dos artistas que gostaria de escalar para o evento.


Morando há dois anos em Madri, Roberto Medina está de passagem pelo Brasil e recebeu a reportagem do G1 no escritório da Artplan, no Rio, onde relembrou histórias, dificuldades e curiosidades sobre o Rock in Rio.

Como surgiu a ideia de fazer um festival desse porte no Brasil?

Roberto Medina —
Foi uma maluquice. Não existia nada parecido, nem aqui nem lá fora, que pudesse servir de referência para o que gostaria de fazer. Foi pura intuição. Claro que não planejei nada sozinho. Tive uma equipe de outros malucos que me acompanharam. E, no momento em que topamos o desafio, fui aprendendo. Foram oito meses de trabalho lidando com dificuldades. Era uma época de transição entre o governo militar e a democracia, um momento em que a juventude queria ir para rua. Eu, como empresário de comunicação, achava que seria bom tentar ajudar nesse sentido, mostrar a cara do Brasil. O festival nasceu a partir disso. Eu estava iludido, apaixonado pela ideia.

O Rock in Rio foi todo concebido em uma noite. Lembro de estar jantando em casa, inquieto. E, na manhã seguinte, a coisa toda já existia. E já se chamava Rock in Rio. Na manhã seguinte em que tive a idéia, cheguei à Artplan excitadíssimo com o projeto. Só que as pessoas não gostaram do nome. Diziam: “Vai colocar uma palavra americana no meio? Melhor que seja Rock no Rio”. E eu respondi: “Não estou perguntando a opinião de vocês. Estou apenas comunicando que vai se chamar assim” (risos). Só não fui demitido porque era o presidente da empresa (risos). Nem eu mesmo sei por que cismei com esse nome. Deviam ter pensando na época: “Pô, que cara excêntrico. Vai ficar um mês pensando nisso e depois vai esquecer”. Mas não esqueci. E outras pessoas foram se unindo a isso.

Não sabia exatamente onde seria realizado, mas o lugar que queria estava claro na minha cabeça. Quando comecei a ver os terrenos, escolhi o local mais desaconselhável para erguer a Cidade do Rock. Era um terreno muito fundo, teríamos que aplaná-lo. E foi o que aconteceu: 55 mil caminhões de terra foram utilizados para colocar o local em condições. Nunca imaginei que o festival fosse receber 1,38 milhão de pessoas, que iria se transformar em um movimento nacional. Só tinha certeza que ia ser muito importante para a cidade do Rio de Janeiro.

Como foram os dias que antecederam a abertura do festival em 1985?

Medina —
Foram de tensão e adrenalina. Vivi coisas muito interessantes. Mais ou menos um mês antes do início do festival, um rapazinho que vendia balas num sinal de trânsito da Lagoa Rodrigo de Freitas desejava “Feliz Rock in Rio!” para as pessoas que passavam por ali. Era época de Natal. Fiquei muito impressionado com aquilo. No primeiro dia de shows, fui acompanhado da minha ex-mulher à área VIP do festival, que era um lugar mais alto, destacado. Quando me dei conta, vi o pessoal do heavy metal fazendo aquele chifrinho característico com as mãos na minha direção. E como conheço muito pouco de rock pesado, perguntei para a minha assessora: “Eles estão me chamando de corno?” Aí ela me explicou aquela simbologia. E fiz o sinal de volta para eles (risos).

Também no primeiro dia, as pessoas contratadas para vender ingressos abandonaram as bilheterias e correram para ver os shows. Quem acabou tendo que desempenhar essa função foram alguns dos meus amigos, meu motorista... Com os funcionários de uma rede de fast food, contratada para o evento, aconteceu a mesma coisa. Foi o caos completo. Mas conseguimos administrar aquilo, e foi muito emocionante.

Quais os principais acertos e deslizes na realização das três edições do festival?

Medina —
Imaginar que você possa acertar com tantos artistas é loucura. Certamente a gente deve ter cometido erros de escalação. E um desses erros mais evidentes foi colocar o Erasmo Carlos no dia do heavy metal, em 1985. Ele ainda teve a infelicidade de começar o show com músicas pouco conhecidas. Foi realmente complicado. Outra coisa que me incomodou no primeiro Rock in Rio foi o som. O técnico que trabalhava no controle dava mais potência ao áudio das bandas internacionais do que das nacionais. Brigamos muito por causa disso. Porque as bandas brasileiras não tinham infraestrutura técnica para mexer naquele tipo de equipamento. Então, tinha que ser os estrangeiros mesmo. Essa era uma luta permanente.

Em 1991, uma coisa que pessoalmente não gostei foi de ter realizado o evento no Maracanã. Tínhamos um elenco de primeiríssima, mas o estádio não é o lugar ideal para proporcionar este tipo experiência para o público. Tem que ser um lugar harmônico, com natureza, onde você possa se espalhar e visitar outros ambientes. Por mais que você tente arrumar aquele estádio, não vai funcionar.

Já o Rock in Rio de 2001 superou minhas expectativas. A ideia das tendas e das outras atividades para entreter o público foi realizada de acordo com o conceito de diversidade que desenvolvemos, mas ficou melhor do que imaginei.

De que forma o tipo de organização do Rock in Rio influenciou outros festivais, no Brasil e no mundo?

Medina —
Hoje, a equipe de som que faz o festival na Espanha e em Portugal é toda brasileira. Enquanto que foi uma dificuldade lidar com os técnicos americanos no primeiro Rock in Rio, hoje temos uma indústria nacional de som e iluminação formada. Aliás, já faz algum tempo que o Brasil é maioridade absoluta em estrutura técnica.

O Rock in Rio é, acima de tudo, um grande projeto de comunicação. A gente se preocupa com os detalhes. Eu, por exemplo, proíbo as empresas terceirizadas de praticar um preço acima da realidade do mercado. Me preocupo com o trânsito. Isso não é normal nos festivais internacionais, que simplesmente montam um palco, colocam uma banda para tocar e vendem ingressos. Lá fora, o respeito ao consumidor é zero. O que eles vendem direito é a banda. É isso o que existe no mundo.

Acho que isso acontece porque a cabeça das pessoas do ramo é de contratante de artistas, vendedores de ingressos. Não são publicitários. Eu faço isso também, mas sou de comunicação. Sei dos gastos, retornos, benefícios e alternativas. É uma visão que os caras que estão nesse meio não têm.

Ivete Sangalo em Madri. O que houve com o “rock” e com o “Rio”?

Medina —
Tivemos a sorte de desenvolver uma marca que ultrapassou um festival realizado há 25 anos e que virou produto de exportação. Estamos acostumados a ser importadores. Acho que essa é a primeira vez que o Brasil exporta uma marca. E isso é ótimo. Ainda acho que a marca vai chegar aos Estados Unidos, à China... Pode até não ser através de mim, mas seria uma grande burrice esta trajetória não ganhar o mundo.

Quanto à escalação dos artistas, há uma visão distorcida do Rock in Rio. Já na primeira edição tivemos uma grande variedade de gêneros: Elba Ramalho, George Benson, Al Jarreau, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Gilberto Gil. Além do mais, em 1985, não tínhamos tantas bandas de rock assim. Então, precisávamos preencher a programação com música brasileira. E ai entrou a música popular brasileira. O rock era apenas uma bandeira de comportamento. Um evento deste tamanho tem que ter a participação de uma enorme quantidade de pessoas. Para que isso aconteça, precisamos ser ecléticos. Senão, a conta não fecha. O Rock in Rio nunca foi um evento só de rock. E acho que as pessoas já entenderam isso.

Vejo o futuro do Rock in Rio também com uma tenda de jazz. Algo pequeno, com capacidade para mil pessoas. Os espanhóis não curtem muito. Em Portugal, menos ainda. Mas, aqui no Brasil, existe esse universo. Dentro desse contexto, digo mais: se pudesse fazer um dia só para crianças, eu faria. Minha principal atração seria Hannah Montana. E ela não iria para as tendas não, e sim para o palco principal.

O que você acha da política de preços de ingressos praticada hoje no Brasil?

Medina —
Confesso que não sei como está se praticando o preço de ingressos aqui no Brasil. Tenho algumas informações, mas a sensação que eu tenho é que o valor está um pouco alto. O preço era baixo demais em 2001. Não existia competitividade com o mercado externo. Agora, ficou alto demais. Por causa da meia-entrada, dobra-se o preço do ingresso para que o valor com desconto seja equivalente ao preço cheio. Isso é um absurdo. Acho a legislação errada. Claro que deve existir um privilégio, uma vantagem para os estudantes. Mas no Brasil isso acontece de forma estranha. Muita gente tem a carteira. E os preços acabam dobrados.

Quando teremos um novo Rock in Rio no Brasil?

Medina —
Tinha pensado em voltar com o festival em 2014, ano em que a Copa do Mundo será realizada no Brasil, mas agora acho que pode acontecer no final de 2011. Tomei essa decisão há um mês. Agora que visitei a cidade, fiquei com mais vontade ainda. Porque eu amo o Rio de Janeiro. Tenho um sentimento, uma intuição de que vamos voltar a realizar o festival aqui.

Dentro disso, uma das coisas que conversei com as autoridades daqui, nesta minha vinda ao Brasil, é que elas pensem na possibilidade de criar uma infraestrutura, não exclusivamente para atender o Rock in Rio, mas onde seja permitido reunir 100, 120 mil pessoas com segurança e conforto. Passei essa bola para as autoridades públicas competentes. Afirmaram que isso será estudado. Se encontrarem uma fórmula viável, o Rock in Rio vai voltar.

G1 — O que estaria faltando para que a realização desse novo festival se concretizasse no próximo ano?

Medina —
Exatamente isso: um espaço público. É preciso que o governo encontre um espaço, não só para o Rock in Rio, mas para outros eventos desse porte. Basicamente é isso. Porque essa não é tarefa para os empresários. Uma cidade com o equipamento urbano que tem o Rio de Janeiro deve ter obrigatoriamente um espaço para isso. Acho que não haveria grandes dificuldades de o município se mobilizar nessa direção. Já conversei com o prefeito Eduardo Paes e ele está pensando no assunto. Porque acho que ele também tem consciência disso. E no dia em que tivermos um local aberto, bonito e cheio de verde, vamos fazer frente a qualquer lugar do mundo. É difícil, mas acho que com a chegada das Olimpíadas, em 2016, isso certamente vai acontecer. Não sei exatamente quando e onde. Hoje é um problema para o Brasil abrigar grandes eventos. Tem que existir uma solução adequada para isso.

Que atrações você sonha em trazer para esse próximo Rock in Rio?

Medina —
Não pensei nisso ainda, pois essa ideia ainda é muito nova. O primeiro passo é discutir um pouco com as autoridades, o que eu já fiz. Se isso criar corpo, uma coisa que eu gostaria de ter no conteúdo do festival é a diversidade. Ter uma tenda eletrônica, uma roda gigante, uma área dedicada a atividades mais radicais, uma tenda de jazz... Se puder, quero ser mais abrangente ainda. Mas, se tivesse que montar um elenco hoje, faria de novo em cima dessa ideia de dias temáticos. Para o dia infantil, Hannah Montana e Tokio Hotel. Para o dia de heavy metal, AC/DC. Para o dia pop, Shakira, Rihanna, Ivete Sangalo. Quem sabe Lady Gaga e Beyoncé. Talvez fizesse um dia com o Red Hot Chili Peppers e o Radiohead. E outro mais clássico, não sei se com o Neil Young outra vez. Bem, quatro dias já estariam praticamente resolvidos (risos). Entre as bandas brasileiras acho que o Capital Inicial não poderia faltar.

Gostaria também de fazer uma grande festa eletrônica, uma espécie de rave com todos os DJs mais importantes do mundo, sem exceção. E isso é facílimo de conseguir. Seria um dia não convencional. Outra coisa muito legal seria juntar um artista de cada banda numa grande jam session. Um músico dos Paralamas, outro do Barão Vermelho, e assim por diante.

Fazendo uma retrospectiva das edições brasileiras, quais momentos você considera mais marcantes?

Medina — Quando abrimos os portões no primeiro dia do festival, em 1985. Lembro que as primeiras pessoas que entravam na Cidade do Rock, se atiravam no chão e beijavam a grama. Era uma cena inacreditável. Foi o primeiro grande momento. Depois, o show do James Taylor, na mesma edição. Tinha uma lua linda no céu, ele estava emocionadíssimo. Aquilo me tocou muito. E o primeiro dia do Rock in Rio de 2001, em que tivemos três minutos de silêncio simbolizando o desejo de paz. Diversas emissoras de rádio e TV em todo o país suspenderam a programação durante o período de silêncio. Tínhamos uma orquestra sinfônica, Gilberto Gil e Milton Nascimento juntos no palco, além de aviões cruzando os céu. Inesquecível.


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A indústria musical está "ferrada" diz Sebatian Bach

Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row, disse em entrevista concedida no início deste mês que a situação atual das gravadoras não é nada boa.

"A indústria musical está tão ferrada, que eu quase só posso contar comigo mesmo", declarou Bach, reporta o site Blabbermouth.

"Ainda assim eu estou fazendo um novo álbum, mas é tão bom ficar em controle de sua própria música e ser capaz de criá-la sem depender de ninguém", completou.

O cantor falou também sobre a dificuldade que muitos roqueiros "consagrados" têm para fechar um contrato com uma gravadora.

"Nós vivemos em um mundo em que o Van Halen não tem um contrato com gravadora. Quero dizer que Eddie Van Halen não tem um maldito contrato com gravadora", destacou o músico.

"Como pode existir algo como o Rock and Roll se o Van Halen não tem um contrato com gravadora?", questionou.

Bach tem seu próprio selo, "Get Off My Bach", que é distribuído pela gravadora EMI. Seu último álbum solo, "Angel Down", lançado em 2007, vendeu cerca de 200 mil cópias em todo o mundo.
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sábado, 19 de dezembro de 2009

Metallica: a capa do "Death Magnetic" lembra uma vagina?

Na parte de "material bônus/entrevistas" do novo DVD francês do Metallica, "Francais Pour Une Nuit" ("Francês por uma noite"), foi pedido aos membros da banda que comentassem as observações dos fãs sobre o fato da imagem da capa do último álbum do grupo, "Death Magnetic", ser parecida com o órgão sexual feminino.

Segue a transcrição das perguntas e das respostas:

Nos fóruns de internet por toda a França, há um debate em andamento sobre a capa do novo álbum. Muitos acham que o caixão se parece com o órgão sexual de uma mulher.

Robert Trujilo: "Sim. Eu também acho (risos)".

Algo a comentar?

Trujilo: "Claro. Digo, a primeira coisa que eu pensei quando vi a capa foi, 'ela lembra um órgão sexual de uma mulher'. Mas eu acho, de novo, que há uma certa aura mística sobre isso, o que é também uma das coisas muito especiais sobre esta banda, há muita mística e nunca dá pra saber com certeza o que o Metallica está pensando, de onde vêm as idéias. Eu acho que a capa do álbum é maravilhosa, ela tem um quê de simplicidade mas, ao mesmo tempo, tem uma certa espiritualidade. O álbum 'Death Magnetic' pra mim é repleto de mensagens, há muitos segredos ali que podem ser interpretados de várias formas".

James Hetfield: "O autor da capa tinha, eu acho, de seis a oito idéias diferentes, e nós viemos com 'Death Magnetic', que soa interessante. O que é isso? Nós não sabemos, mas lá estávamos nós com as oito idéias. E uma delas me chamou a atenção de imediato, e talvez seja até em razão disso, mas lá estava o caixão com o campo magnético ao seu redor... Eu acho que todo mundo, quando viu a capa pela primeira vez, pensou, 'ei, isso se parece com... Não, eu não vou dizer isso, diga você'. E todo mundo estava pensando isso. Mas... É nascimento e morte, ao mesmo tempo".

Sim.

Lars Ulrich: "O que a arte tem de melhor é que as pessoas são livres para interpretá-la do jeito que quiserem. Se alguém chegar pra mim e dizer que (a capa) se parece com uma vagina, eu não vou dizer que não. Eu vou concordar com qualquer coisa".

É uma boa capa, porque faz as pessoas falarem dela.

Ulrich: "Sim, o principal é tentar lançar algo que extraia opiniões das pessoas. Sabe, muitas vezes, com essas coisas, você meio que começa de uma forma, tem suas próprias idéias e opiniões, e depois você deixa que elas vão e cheguem às pessoas, e de repente o público olha por um outro ângulo, algo que nós não teríamos pensado. É algo aberto a interpretações. Eu acho que é uma ótima capa, é realmente um ícone, ganhou um Grammy, ganhou vários prêmios, um grande amigo a criou, é brilhante. Um caixão, uma vagina, qualquer coisa entre esses dois pontos, vida, morte, ir e voltar, está tudo bem".


Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth



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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

John Paul Jones - "Não era muito fã de Rock na época do Led Zeppelin"

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Baixista do lendário LED ZEPPELIN, John Paul Jones (THEM CROOKED VULTURES) falou com John Jurgensen do the Wall Street Journal recentemente sobre alguns tópicos. Trechos da conversa seguem abaixo.

Wall Street Journal: Você tem se envolvido criativamente há tempos com artistas de gerações recentes, desde o R.E.M. a THE BUTTHOLE SURFERS passando até pela musicista bluegrass SARA WATKINS. Como você se conecta aos círculos de músicos mais jovens?

Jones: “Eu apenas costumo me dedicar à música que gosto. Essa coisa toda com Sara, foi que eu realmente gostei de sua banda NICKEL CREEK. Na verdade eu estive um pouco em turnê com eles com a Mutual Appreciation Society (incluindo membros do Nickel Creek e Glen Phillips do TOAD THE WET SPROCKET)".

Wall Street Journal: Seu gosto por Hard Rock mudou à medida que você envelheceu?

Jones: “Eu nunca fui um grande fã de rock na época do Zeppelin. Eu sempre estive muito mais ligado ao jazz e ao soul, como era chamado naquela época, e clássico. Foi apenas quando eu descobri HENDRIX que eu cheguei ao rock. Meus gostos realmente não mudaram muito. Eu creio que escolhi bandas ao longo dos anos. RADIOHEAD, por exemplo. Josh tocou para mim o álbum 'Bubblegum', de Mark Lanegan. É lindo. Rock nunca foi muito um esporte do qual eu fosse espectador, mas como músico, é outra história”.

Wall Street Journal: Haverá um segundo álbum do THEM CROOKED VULTURES?

Jones: “Eu estou muito feliz com esta banda. É música boa com gente boa. Nós começamos a conversar sobre um novo álbum. Nós tínhamos muitas músicas que não incluímos no primeiro. Dissemos que não poderíamos ter um álbum duplo de estréia. Estamos entusiasmados em continuar. Eventualmente, as bandas deles vão querer eles de volta, mas terão de passar por cima de mim primeiro.”

Wall Street Journal: Lá vai a pergunta obrigatória sobre a reunião do Led Zeppelin: A banda se reunirá para tocar novamente?

Jones: “Eu creio que não. Robert (Plant) já declarou que ele não quer fazer isso novamente, e é isso. No show do 02 (um concerto tributo póstumo em Londres para o executivo de gravadora Ahmet Ertegun, em 2007) eu lembro de ter pensado enquanto tocava algo, ‘eu mudarei isso no show de amanhã à noite. Oh, não tem show amanhã à noite.’”

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dee Snider - "Os headbangers devem ajudar uns aos outros!"

Dee Snider - se eu tiver que realmente apresentá-lo, por favor, deixe este site, agora - está sempre pronto para fazer o que o MANOWAR fica sempre dizendo mas não faz: lutar pelo metal. O último projeto de Dee é um novo site: http://www.takebackthehorns.com/. Apesar de não ser tão sério como os julgamentos de censura nas mãos de Tipper Gore (mulher de Al Gore e figura ativa do Parents Music Resource Center, um grupo que busca letras e imagens profanas em músicas de diversos estilos, entre eles o metal), o uso excessivo dos chifres em situações inapropriadas é algo que preocupa os metaleiros de todo o mundo. Doc Godin do Metal Storm teve o prazer de ter alguns minutos de conversa com o vocalista do TWISTED SISTER por telefone. Confira abaixo um trecho da conversa.

Doc: "Oi! É o Dee Snider?"

Dee: "Quem fala?"

Doc: "É Doc Godin do Metal Storm, nós temos uma entrevista marcada para este horário..."

Dee: "Yeah, este é o cara... Então, qual é?"

Doc: "Nada demais, cara, como está indo seu final [de semana]?"

Dee: "Está indo bem, as chamas se espalharam pela AOL, você viu a última campanha do logo deles?"

Doc: "Não, eu não vi."

Dee: "Ah, você tem que ver isso, é inacreditável. Eles acabaram de anunciar. Eles tem um novo logo - letra "A" maiúscula, letras "o" e "l" minusculas. Então jogados no pano de fundo estão vários ícones que conectam a AOL com diversos grupos. Um desses símbolos? Os chifres do metal! Sim, a AOL está usando os chifres do metal como um de seus logos."

Doc: "Oh Deus..."

Dee: "No comercial deles, eles tem um cara - um headbanger - com cabelos longos se debatendo na frente do novo logo da AOL! Vocês estão brincando? Eu tive que colocar isso na página principal do 'Take Back The Horns' um 'WTF?' - WHAT THE FUCK?! Isso é o que estou querendo dizer! Está saíndo do controle agora!"

Doc: "Sim, isso se tornou tão..."

Dee: "Corporativo!"

Doc: "Corporativo, sim! Bem, eu acho que isso acaba levando para a primeira questão - O que você pode dizer a todos os leitores do Metal Storm sobre o seu novo site?"

Dee: "Bem, eu estava no palco conversando com o público e refletindo na minha observação, inspirado pelo The Onion e também pelo The National - 'Atualmente todo mundo está jogando os famigerados chifres, o que está acontecendo com isso?', e o público concordava. Então não era apenas eu? Não sou o único aqui dizendo 'What the Fuck?!' Então eu comecei a falar regularmente no palco e o público do metal realmente respondia. Então um dia eu decidi que iria criar um site e dedicá-lo a apontar estas injustiças, mas também para se divertir com isso. Digo, é um site muito de auto-consciência - eu vejo o humor nele, ele é engraçado. Ao mesmo tempo, como você está rindo, você vai continuar dizendo para si mesmo: 'Sim, é engraçado, mas what the fuck?' Esse parece ser o mantra repetido: what the fuck?"

Doc: "Hahaha, sim é realmente desta maneira. Apesar disso ser uma brincadeira estou certo de que muitos fãs do metal no planeta irão concordar com isso. É como quando você está andando na rua e então vê outro metaleiro e você o sauda com os chifres, não se importando se você conhece eles ou não. Depois de ler o site e ver o feedback positivo, eu reparei que falar sobre uma causa como esta é o que realmente torna a comunidade do metal mais próxima - ter uma causa que todos nós podemos trabalhar..."

Dee: "Sim! Bem, vamos deixar claro. Você vê uma mãe fazendo os chifres, é engraçado. Mas ao mesmo tempo, no fim disso tudo o que você pode dizer é 'Sim, isso é baboseira!' Nós lutamos bravamente para assegurar nossa posição e ter um grau de respeito pela música que nós amamos. Agora, as pessoas normais estão pegando o que eles gostam na forma da nossa música, o que eles gostam na nossa imagem, e deixando o resto disso para trás. Não são apenas os chifres! É tudo verdade, eu estava na Inglaterra andando em uma loja de roupas da H&M e um dos manequins (que estava vestido bem estiloso) tinha uma camiseta do Motorhead."

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Doc: "Sim, é outra coisa que eu reparei - usar camisetas do metal se tornou uma mania para as celebridades. Você pode ver fotos da Hannah Montana usando camisetas do IRON MAIDEN, Hilary Duff usando camisetas do MOTORHEAD..."

Dee: "Eu sei! Eu estava em Los Angeles, em uma loja realmente cara na Sunset Boulevard em Beverly Hills, eles tinham lá camisetas deslumbrantes do Slayer por 300 dólares! Uma maldita camiseta do SLAYER! Eu não acho que era isso que os caras tinham na mente..."

Doc: "Minha camiseta do Slayer custou apenas 30 dólares."

Dee: "Sim, mas ela é deslumbrante?"

Doc: "Não, está apenas embebida em cerveja e suor."

Dee: "Sim, mas eles não pegam isso [o espírito da coisa], eles apenas estão pegando elementos disso. Então você também não está muito certo: Eles estão apenas zombando às vezes? Quando pessoas fora do metal fazem os chifres, é uma brincadeira conosco? Algumas vezes pode ser, outras vezes é como 'Ei, olhem! Eu sou legal, estou fazendo os chifres!' Não, você não é nada legal! É assim que funciona. Algumas pessoas me perguntam o que eu planejo com isso - estou pensando que se isso se tornar um viral, e se tornar uma peça de conversação (e realmente explodiu na semana passada, começou a entrar muita imprensa nisso, tive que aumentar cinco vezes a banda do site para manter os números). Se as pessoas começassem a falar sobre isso, se isso se tornasse conversação e as pessoas ficassem alertas, talvez da próxima vez quando eles estivessem fazendo uma foto de família e não tiverem nada para fazer com as malditas mãos, eles não farão os chifres. Deixe os velhos dedos [do meio] para cima, como nos velhos dias! Não sabem o que fazer com suas mãos? Façam o símbolo de 'OK'. Deixem os chifres para os headbangers!"

Doc: "Bem, eu também penso que estou certo de que muitos fãs do metal tiveram esse pensamento antes, mas é ótimo ter alguém grande nos holofotes, ou 'carregando a bandeira para a batalha' como eu vi você dizer anteriormente."

Dee: "Bem, eu agradeço e espero que as pessoas estejam apreciando. Sei que muitas pessoas pensam que eu não sou um metaleiro 'true', mas eu tive o primeiro álbum do GRAND FUNK quando ele saiu, o primeiro do ZEPPELIN, o primeiro do Black Sabbath, DEEP PURPLE, coloque aqui o nome da banda de metal. Eu ajudei a destruir a nação Woodstock. Uma das primeiras bandas que toquei tinha apenas músicas do Black Sabbath, e eu estava na 9ª série. Sou um headbanger original. Não podemos ficar lutando com nós mesmos sobre o que é o 'true' metal, o que não é metal, o que é o metal, o que não é. Temos que ajudar uns aos outros e dizer que mesmo que eu não goste (não eu pessoalmente) de pop metal ou thrash metal, eu reconheço que nós temos que ajudar uns aos outros. Este é um gênero de música que tem um público limitado, e nós estamos em uma luta apenas para entrar na maldita rádio. Então eu espero que as pessoas lá fora com o 'espírito true metal' apreciem o espírito por trás do que eu estou fazendo e os esforços que estou tendo. Honestamente eu gastei uma boa grana neste site dos meus bolsos. Sim, eu posso gastar isso, mas ao mesmo tempo minhas intenções são genuínas e não apenas para auto- promoção. É algo que eu senti que precisava ser feito para ser reconhecido. Penso que eu posso fazer isso com um site nesta época de internet e comunicação viral."

A entrevista completa, em inglês, pode ser vista no Metal Storm no endereço abaixo.

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domingo, 29 de novembro de 2009

Slash - "O Led Zeppelin tem o maior acervo de riffs matadores!"


MusicRadar.com recentemente esteve com o ex- guitarrista do GUNS N' ROSES e atual Velvet Revolver Slash, para falar sobre riffs.

Sobre o que torna um riff de guitarra matador:

Slash:" um riff matador... Algo que seja memorável, algo profundo, algo que obviamente tenha a seleção certa de notas para fazer com que soe fodásticamente atrativo, eu acho. Tem que ter um ótimo som e tem que ter um bom ataque. Há vários elementos diferentes mas eu acho que a coisa mais importante é algo que seja realmente cativante e algo que fica em você."

Qual o seu riff favorito de todos os tempos?

Slash: "LED ZEPPELIN tem provavelmente o maior acervo de riffs matadores, mais do que qualquer outra banda, sabe. Eu estava pensando em 'Whole Lotta Love'. Eu me lembro quando aquele disco saiu - foda, eu era uma criancinha. Mas você sabe 'Black Dog' é outro. O ZEPPELIN tem provavelmente o maior acervo de riffs matadores, mais do que qualquer outra banda, sabe. Eu poderia continuar... tem tantos grandes riffs, que é difícil escolher qual é o número um."

Qual de seus riffs te dá mais orgulho?

Slash: "Eu sempre adorei 'Paradise City', eu sempre achei que era ótimo. 'Rocket Queen' era algo pelo qual eu sempre tive muito carinho. E 'Jungle' é ótimo. Todos parecem gostar de 'Sweet Child O' Mine' e é um riff muito legal, mas provavelmente opto por 'Welcome To The Jungle' e não 'Sweet Child O' Mine'."
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Slayer - “Metal é o que eu gosto de ouvir! Metal é o que eu faço!"


Kerry King, guitarrista do Slayer, concedeu uma entrevista ao site SPIN.com, e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.

Há uma série de comentários sobre o "World Painted Blood" ser um dos maiores álbuns da banda durante muito tempo. Quando vocês estavam gravando e escrevendo tinham a sensação de que estavam fazendo um bom trabalho?

Kerry: “Sim, nós tínhamos. É difícil dizer exatamente o porque, mas acho que simplesmente havia uma boa vibração no estúdio. Desta vez, ao invés de trazer músicas que estavam quase prontas, o Jeff [Hanneman, guitarrista] e eu trabalhamos na maior parte do material que foi feito fora do estúdio.

Então eu acho que poderia ter tido algo a ver com isso. E também estamos confortáveis pelo Dave Lombardo estar de volta na bateria. Da última vez, no ‘Christ Illusion’, tivemos de nos acostumar a tocar com ele novamente. Agora não. Sua forma de tocar é uma grande parte do som. O Slayer é formado por mim, Jeff, Tom [Araya, vocal/baixo] e o Dave — e é isso que faz sermos o que somos. Então o que você ouve no ‘World Painted Blood’ é Slayer puro.”

Algo que me deixa curioso com relação às bandas de Metal é a forma como, uma vez que você trabalha dentro de um estilo com limites um pouco predefinidos, você é capaz de mantê-lo fresco? Há momentos em que você se sente como se cada riff de guitarra já tivesse sido feito anteriormente?

Kerry: “Acho que não importa qual é o tipo de música que você toca, sempre haverá momentos em que você sentirá como se tudo já tivesse sido feito anteriormente. É realmente uma questão de simplesmente se adaptar ao tempo. Se você continuar trabalhando e não se importar, eventualmente encontrará algo de bom - mas eu não vou sentar aqui e te dizer que cada riff em cada música do Slayer é completamente surpreendente e original.”

Munca pensou em trazer uma música lenta para um ensaio do SLAYER?

Kerry: [Risos] “Não, cara! Eu acho que Jeff às vezes traz algumas coisas muito estranhas. Mas eu sou um fã de Metal. Metal é o que eu gosto de ouvir. Metal é o que eu toco. Quando sento com minha guitarra, é o que sai. Meu cérebro nem sequer pensaria em fazer outra coisa.”

Quando o álbum "Christ Illusion" foi lançado em 2006, ele ficou na posição Nº 5 da Billboard. É o álbum que ficou em melhor posição na carreira da banda — 25 anos após ter sido formada. Porque você acha que a banda tem sido capaz de crescer, e não apenas manter a sua popularidade, após tanto tempo de carreira?

Kerry: “Bem, números em paradas musicais podem ser errôneos. Atualmente um álbum não tem que vender muito para estar no topo das paradas. Eu duvido que o ‘Christ Illusion’ tenha vendido mais do que o [clássico da banda, 1986] ‘Reign in Blood’ e não tenho idéia de qual elevada posição ele ficou.
Mas eu acho que a razão pela qual ainda somos populares é que os fãs de Metal não são inconstantes como os fãs de outros tipos de música. Metal é como uma irmandade. Não é uma coisa de momento ou esse tipo de coisa. O cara que comprou o ‘Reign in Blood’ o deu ao seu irmão. Em seguida, os dois adquiriram o ‘Christ Illusion’ - e ambos compraram o álbum porque eles realmente se preocupam com os músicos que fazem a música que eles amam”.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Rob Halford - “Não sou a mesma pessoa quando estou no palco!”


O vocalista do Judas Priest, Rob Halford, recentemente concedeu uma entrevista ao site Rock Confidential e abaixo seguem alguns trechos da conversa.

Eu tenho que te dizer - Eu sempre observei que em seus lançamentos, você sempre se assegura de que são produtos de qualidade para manter os fãs felizes.

Halford: “Obrigado. Fico feliz que você reconheça isso. Eu realmente agradeço. A maioria dos meus amigos ao redor do mundo, como você, raramente falam sobre isso. Pra mim o lançamento da empresa Metal God Entertainment foi uma oportunidade de mostrar o que estamos fazendo.

Nós tivemos uma tarefa muito bem sucedida de reeditar o material do FIGHT e do HALFORD e estamos nos focando no lançamento da linha de roupas Metal God e da gravadora Metal God.

A filosofia por trás disso é que estamos fazendo o melhor que podemos e nos certificando de que quando você nos dá o seu dinheiro, você está recebendo algo decente em troca.”

A atenção aos detalhes é algo que me deixa ansioso. Não precisa ser uma celebridade como você, mas quando alguém constrói uma marca em seu nome e tem o orgulho de se certificar de que cumpre todas as metas - significa muito para mim.

Halford: “Eu não levo todos os créditos por isso e nunca levaria. Estou rodeado de pessoas muito talentosas que possuem muita energia e possuem a mesma paixão que eu. Tudo se conecta, então o resultado é incrível.”

Vamos falar sobre a linha de roupas. Como você sabia que a linha Metal God era algo que você gostaria de seguir? Como você desenvolveu as idéias para os projetos?

Halford: “Quando eu abro a porta do meu guarda-roupa, tudo lá é preto. Camisetas pretas, calças pretas, botas pretas. Eu amo preto porque é heavy metal, mas vamos tentar clarear um pouco.

O divertido de divulgar o PRIEST ou o meu trabalho solo foi sempre estar envolvido na criação desses itens. É apenas uma extensão dessas coisas, de verdade. O quão longe podemos ir? Qual será o próximo passo? Como podemos pegar a marca Metal God e colocá-la em algum tipo de experimento? Uma camiseta bem testada e confiável foi a primeira maneira de avançar.
Estes primeiros 13 ou mais projetos são a primeira execução. Nós vamos ramificar em uma exposição mais abrangente para uma convenção de Mágica em Las Vegas no próximo ano. Esperamos ter cerca de 30 projetos até então.

Além disso, estamos muito otimistas sobre onde mais poderíamos ir. Nós ainda estamos frescos. Temos ainda um longo caminho a percorrer. O primeiro lançamento foi muito bem recebido. Sou grato a todos que estão adquirindo e gostando”.

Tenho certeza que você se sente diferente, antes de subir no palco. Você tem que se sentir um pouco diferente quando está se preparando para subir no palco com uma enorme multidão aguardando.

Halford: “Eu me sinto. É estranho. Eu estava pensando sobre isto outra noite. Eu sai do palco em Tóquio, há algumas semanas atrás e eu toquei para 15.000 metaleiros japoneses. Eu estava deitado na cama às duas da manhã pensando no que eu tinha feito e que era como se eu fosse outra pessoa. É como se eu tivesse saído do meu corpo e olhado para mim! É ótimo e eu amo. Você vai até lá e vive algo. É viver um mundo diferente. Quando eu saio do palco, tomo banho, me visto, e volto para o hotel — Não sou a mesma pessoa que eu era quando estava no palco.

Você realmente tem que trabalhar duro para ser capaz de separar essas coisas. Algumas pessoas não conseguem fazer isso. Eu preciso ser capaz de empurrar o meu carrinho de compras pelo Ralph [supermercado] e pegar o leite, o pão e o suco! Eu aprendi a fazer isso há anos e tenho uma vida maravilhosa.”

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Dave Mustaine - "Eu disse algo que causou problemas e me desculpei!"


O líder do Megadeth, Dave Mustaine recentemente concedeu uma entrevista ao site Ultimate-Guitar.com e abaixo seguem alguns trechos da conversa.

Em uma conversa recente que eu tive com o James Lomenzo [baixista do MEGADETH] ele te descreveu como “perfeccionista”. Ele disse que todos os caras com quem já trabalhou — Zakk Wylde, Slash, e David Lee Roth — todos eram assim. Você concorda com essa declaração?

Mustaine: “Um perfeccionista? Eu sou do signo de Virgem então acho que as pessoas fazem afirmações generalizadas sobre os Virginianos. Embora eu realmente não goste de ouvir uma declaração generalizada, porque geralmente soa como superstição quando você ouve coisas assim. Então, sabe de uma coisa? Eu sou virginiano e sou perfeccionista.

Mas há outras situações que devem ser levadas em consideração quando você se tornar um líder. Seja um maestro, um líder de um grupo ou um líder escoteiro. Se você é uma pessoa que está em uma posição de autoridade, então você tem que assumir algumas outras tarefas. Como entender a psique humana e lidar com pessoas. Especialmente se eles são temperamentais e possuem um dom, mas não sabem como usufruir dele.

Ao longo dos anos tem sido um desafio ser uma pessoa que era apenas um guitarrista e agora tem de falar pelas entrelinhas nas músicas. No Metallica, este era o trabalho do James [Hetfield, vocalista] e, pra mim foi uma frustração não ter encontrado um vocalista para o MEGADETH porque eu não era um cantor. Toda minha experiência em cantar era baseada em fazer os backing vocals no Metallica e cantar na escola bíblica.”

O "The System Has Failed" foi na verdade gravado como um álbum solo do Dave Mustaine. Há diferença entre um trabalho solo do Dave Mustaine e um álbum do MEGADETH?

Mustaine: “Acho que a melhor forma de responder é dizer que eu gosto do ‘Risk’. Acho que o ‘Risk’ é um ótimo álbum. As pessoas não gostam dele pois dizem que está escrito ‘MEGADETH’ nele. Mas se estivesse escrito Dave Mustaine ele teria sido bem recebido. Mas acho que como foi lançado como um álbum do Megadeth os fãs esperavam por algo mais agressivo.

Aquele álbum deveria ter sido feito muito mais rápido do que foi e era pra ter sido muito mais pesado. Mas na época eu estava tentando manter a tranqüilidade na banda com o Marty Friedman, tanto quanto possível então eu realmente, realmente me virei do avesso para deixar esse cara confortável.

Depois do lançamento do ‘Risk’ eu fui até o Marty e falei que eu ouvi que muitas pessoas compraram o álbum e o atiraram pela janela no caminho da loja pra casa e tudo o mais. E que há muitas outras pessoas que gostaram pois ele é diferente. Então é daquela forma que um álbum do Dave Mustaine deveria soar. Se não soasse como o Megadeth, ele provavelmente soaria na linha entre o ‘Risk’ e o ‘Endgame’.

Você não só teve uma experiência positiva com o "Endgame" mas também soa como se você tivesse chegado a um ponto onde você não precisa mais se esconder atrás da cortina. Que você está disposto a dar a cara a tapa pela música que você faz e lidar com a forma como as pessoas vão reagir a ela.

Mustaine: “A questão é que eu cresci muito e sempre terá quem fale merda sobre mim, não importa o que eu faça. Se é bom, ruim ou indiferente, e está tudo bem, eles têm esse direito.

Eu tenho o mesmo direito de dizer o que eu quiser nos meus álbuns assim como eles dizem o que querem. O chato é que às vezes as pessoas dizem coisas que não são legais. Não é nada sobre mim como músico, eles fazem declarações pessoais sobre mim, sendo que eles não me conhecem como pessoa.

Eu tenho feito um monte de coisas. Quando eu comecei na banda, antes eu estava no Metallica, e o metal estava apenas começando a atingir os Estados Unidos na forma da New Wave of British Heavy Metal.

Meu trabalho com o que eu fiz no METALLICA; o que eu fiz com os meus amigos no ANTHRAX; o que eu fiz no Slayer e Kerry King; possuem uma grande conexão.

Como os Sete Graus de Kevin Bacon. Pensando nisso: nós quatro, os ‘big four’ [METALLICA, SLAYER, Megadeth e ANTHRAX], uma coisa que temos em comum é que amamos esta música.”

Tendo dito tudo isso, não parece haver atritos entre você e os caras do SLAYER, Metallica, nem mesmo com os ex-membros de sua própria banda.

Mustaine: “Eu me envolvi com todos esse caras, saíamos juntos, fui amigo deles e tudo o mais. E ainda é assim. Apesar de eu realmente não conversar com os caras da minha última banda [METALLICA], eu ainda os respeito. E eu disse isso, quando eles foram nomeados ao Hall of Fame; Achei que foi bom pra eles.

Meu relacionamento com o Anthrax é ótimo. Tanto é que eu ainda tenho contato com alguns dos seus ex-membros. O Danny Spitz é um dos meus melhores amigos, e apesar do Joey [Belladonna] ser um pouco difícil de entender, ainda somos amigos.”

Atualmente vocês estão excursionando com o Slayer na turnê "Canadian Carnage".

Mustaine: “Sim, acabamos de renovar a nossa relação de trabalho e esperamos que continue a estabelecer algum fundamento para que possamos restabelecer a nossa amizade. E acho que algo ótimo aconteceu lá. A propósito, queria desejarsorte para o Tom [Araya] em sua cirurgia. Os leitores devem enviar suas estimas de melhoras e orações, isso se eles não acharem que vão torrar em chamas orando por Tom. Tivemos há 19 anos um incidente que aconteceu e que causou mágoa entre as bandas e não nos aproximamos durante um tempo. Mas isso é passado. E não ficou somente no passado como agora também chegou a um ponto onde Dave [Lombardo] e Kerry estavam no meu camarim e passamos um tempo juntos, foi ótimo.

Eu levei o Kerry para fora e disse ‘Posso perguntar o que é que te deixa tão puto?’ pois eu não me lembro. Ele estava pronto para me responder e alguns caras apareceram e falaram ‘Cara, o 'Endgame' é ótimo.’ E eu não queria parecer desrespeitoso e disse ‘Sim, eu sei’ então eu disse ‘Sim, obrigado, eu agradeço.’ E depois apareceu um outro cara e eu falei ‘Kerry, vamos voltar lá pra dentro.’ então entramos e esse foi o fim da conversa.”

Então o Kerry nunca te contou o que aconteceu?

Mustaine: “Não, voltamos para dentro e fomos dar atenção às outras pessoas. Mas eu encaro dessa forma: Quando eu fui conversar com eles no começo da turnê, acho que eles estavam um pouco relutantes devido ao meu passado. Mas eu tive uma profunda mudança psíquica na minha vida.

Eu recentemente vi uma declaração que o Slayer fez na qual mencionaram uma coisa positiva sobre a gente e nós pensamos ‘Ow, está dando certo; estamos nos tornando amigos novamente.’
E o meu empresário falou que o Kerry queria me ligar e eu pensei, ‘Isto é tão impressionante.’

Assumo, eu sou um cristão e eles podem não ser, mas estou tentando viver minha vida de uma forma diferente. E eu sou o único que disse algo que causou problemas e por isso me desculpei. Então, talvez algum dia estes caras confiem em mim novamente e eu sinto que agora nós estamos sendo capazes de nos tornarmos amigos de novo. Eu penso: ‘Eu quero passar mais 19 anos desta forma?’

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domingo, 22 de novembro de 2009

Mustaine fala sobre religião, Metal e calúnias pela internet


Dave Mustaine, líder do Megadeth, recentemente concedeu uma entrevista ao TheDailyTimes.com e falou sobre religião, metal e calúnias pela internet. Abaixo seguem alguns trechos da conversa.

Sobre ter se tornado cristão:

Mustaine: “Houve um momento de ajuste de contas quando o meu escudo estava destruído, e eu estava nesta montanha e não havia nenhuma cruz no topo dela. Foi apenas um daqueles pensamentos - Eu fui batizado luterano, criado como Testemunha de Jeová, me envolvi com a feitiçaria e satanismo e pratiquei Magia Negra. Minha esposa estava em outra coisa, e eu estava pensando que era um culto, então eu voltei a ser um Testemunha de Jeová, mas eu não estava feliz.

Olhando para aquela cruz, eu disse seis simples palavras — 'O que eu tenho a perder?’ E minha vida toda mudou. Tem sido difícil, mas eu não mudaria isso por nada.

Eu prefiro... viver minha vida inteira acreditando que existe um Deus e descobrir que não há nenhum, do que viver a minha vida inteira pensando que não existe um Deus e então descobrir, quando eu morrer, que existe".

Sobre como o Metal se espalhou em dezenas de diferentes sub-gêneros, os quais devem um pouco ao Megadeth - ou, de acordo com Mustaine, devem muito ao MEGADETH:

Mustaine: “Muitos desses sub-gêneros são desenvolvidos para posicionar as pessoas que não podem fazer nada melhor do que estar em segundo lugar. Se você tem um sub-gênero, todas as mediocridades têm um lugar para se mostrar. Se você tiver sub-gêneros, todo mundo consegue seu lugar ao sol, mas é confuso devido a toda essa fragmentação. Eu quero dizer, devemos colocar todas essas sub-categorias de volta no Hard Rock e no Metal e ver onde nos encaixamos.

Estamos sempre sendo rotulados — as pessoas nos chamam de Power Metal, Thrash, Speed; nos Grammys, eles nos chamam [MEGADETH] de Metal Antigo. Pessoalmente, não me importo como as pessoas nos chamam. Esta é uma banda com um guitarrista que cresceu ouvindo a invasão britânica do Punk Rock, Música Clássica, Jazz — e tudo isso se faz presente na minha música.”

Sobre as pessoas que ridicularizaram sua conversão para o cristianismo dizendo que você se “vendeu”:

Mustaine: “As pessoas falaram mal de mim, dizendo que eu era fraco ou que eu estava tentando ser legal. As pessoas diziam coisas sobre as bandas com as quais eu escolhia tocar. A questão é que, eu não queria começar com o pé esquerdo — eu queria viver como no velho ditado ‘Se lhe traz dúvida, então não faça’.

Eu não queria continuar com isso e viver minha vida como era antes. Quando eu fui salvo, eu realmente queria mudar. Agora eu entendo que as coisas não são tão difíceis como eu imaginava, mas estou feliz por ter me protegido (no começo).

Não é nenhum segredo que há um grande número de pessoas que são inimigos - pessoas que fazem calúnias pela Internet, tentando machucar a mim e a minha banda. A única razão pela qual isso me machuca é porque a minha filha lê essas coisas, e eu acho que se eu sentar com eles e conversar eles dirão ‘Ei, eu nunca tinha pensado nisso.’

Todas essas pessoas que postam essa coisas negativas em todos esses websites, eles pertencem a mim pois eles não seriam nada sem mim. Eu sou todo o maior poder deles. Eu tenho controle total sobre eles, pois eles não podem ficar um dia sem falar sobre mim. Eu não estou machucando ninguém, estou sendo um cara legal. Se ser cristão é levar minha música por água abaixo, então o ‘Endgame’ [novo álbum do MEGADETH] deve ter escorregado pelas frestas não é?”

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Alice Cooper - "Eu era o bêbado mais eficiente que você já viu!"


O site The Quietus conduziu recentemente uma entrevista com o lendário roqueiro ALICE COOPER. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

The Quietus: Houve um período de tempo em que você bebia muito. Seria justo supor que você foi engolido pelo personagem Alice Cooper?

Cooper: Eu era provavelmente o bêbado mais eficiente que você já viu - Eu nunca perdi um show, eu nunca arrastava as palavras. Quando fui para o hospital, o médico sentou lá e perguntou: "Quanto você bebeu no palco?" e eu disse "Eu não bebo no palco." E ele disse: "O que?" Eu respondi "Quando eu estou trabalhando eu nunca bebo". "Então, quando você fica lá por algumas horas você não bebe?" Eu disse: "Não". Então ele disse, "Você está botando a culpa de tudo sobre Alice e Alice nem bebe". Eu tive que ficar sentado lá por um minuto e dizer "Você está absolutamente certo." Quando eu estava realmente trabalhando, eu não bebia. Portanto, é realmente engraçado que eu empurrei a culpa sobre Alice Cooper, quando não era o problema. Eu era o problema.

The Quietus: Por que a banda original Alice Cooper se separou em meados dos anos 70? Afinal, você estava em alta, tinha popularidade.

Cooper: A razão pela qual nós nos separamos foi porque eu queria continuar fazendo teatro e que queria levar tudo isso para o palco e eles não queriam realmente trabalhar em teatro. Eles só queriam ser uma banda. Eu disse: "As pessoas estão comendo nas nossas mãos agora, ganhamos a guerra. A guerra que nós não podíamos ganhar nós ganhamos." Eu disse: "Eu quero agora um bilhete para um lugar que ninguém nunca viu antes." Eu já estava pensando em "Welcome To My Nightmare", e eles estavam indo, "Não, nós queremos voltar no outro sentido." Isso foi realmente o motivo do fim da banda. Mas não rompemos com qualquer tipo de sentimentos negativos. Nunca houve um momento em que Dennis, Neil e eu gritamos com os outros.

The Quietus: Por favor, me fale sobre o seu novo álbum que está previsto para sair em 2010. O que podemos esperar?

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Entrevista: Chorão


O Charlie Brown Jr ficou afastado uns tempos, mas está de volta com tudo. A banda liderada por Chorão lançou recentemente o disco Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva. Esse é o décimo álbum do grupo e o primeiro pela gravadora Sony.

No último sábado, o Charlie Brwon Jr participou do Altas Horas e antes da gravação do programa, o vocalista Chorão conversou sobre o novo disco, sobre o amadurecimento da banda e sobre o seu novo filme.

Há 12 anos atrás o Charlie Brown lançou o seu disco de estreia. O que mudou na sonoridade da banda nestes anos?

Há 12 anos a gente lançou nosso primeiro disco, mas a banda já existia há algum tempo e, nessa trajetória, nós ganhamos experiência e maturidade. A sonoridade da banda também amadureceu. Hoje em dia, eu acho que estamos mais maduros, somos uma banda mais sólida, centrada e entrosada.

O último disco da banda mostra um Charlie Brown mais maduro. Isso é resultado deste período que você ficou de férias após o lançamento do CD Imunidade Musical?

O último disco da banda Camisa 10 Joga Bola Até na Chuva recebeu muitas críticas legais e o feedback da galera foi muito bom. Eles gostaram do disco todo, não só da música que é o carro chefe do disco no momento, que é Me Encontra. Eu acho que esse é um trabalho mais maduro, mais centrado, mais curto e objetivo. Ele tem uma unidade e as músicas falam de assuntos diversos, mas com o mesmo conceito. O disco também tem um espaço grande para o instrumental da banda, que mostra o quanto os músicos são bons e criativos.

O projeto era para o primeiro disco de vocês pela gravadora Sony ser ao vivo. O que fez vocês mudarem de ideia?

Realmente, a priori a gente tinha combinado com a Sony de lançar um disco ao vivo por sugestão deles. Nesse disco, nós íamos revisitar vários sucessos antigos, tocar músicas recentes, que são grandes sucessos também, e compor uma ou duas, talvez três musicas inéditas. Quando a gente parou para começar a compor, nós fizemos várias canções e essa triagem acabou tomando a forma de um disco inédito pronto. Por isso a gente optou por esse caminho, porque achou que era uma coisa legal para os fãs ter músicas inéditas e para gente também se renovar.

Você se arriscou em um novo mundo que foi o cinematográfico. Como foi a experiência de fazer o filme O Magnata?

Eu escrevi um roteiro de um filme chamado O Magnata, que foi meu primeiro projeto. Na verdade bem difícil no começo, porque você ser de uma banda, ser o vocalista, ainda que seja bem sucedido, para convencer as pessoas sobre o seu argumento de quer rodar um longa-metragem. E era difícil para as pessoas pegarem e lerem aquilo tudo, porque ler um roteiro é praticamente um livro. Foi um jogo difícil, mas a gente venceu essa etapa e o filme foi super bem sucedido.

Você pretende fazer mais algum projeto cinematográfico?

Agora eu vou dar continuidade com o segundo filme, chamado O Cobrador. Esse é um longa, que é só de ficção. No primeiro filme, a gente fez um filme onde o Charlie Brown, o João Gordo, D2, a cena urbana, B-Boys, grafiteiros, todo mundo era quem era mesmo, nós servimos de pano de fundo para a cena urbana onde se desenrolava a história. Nesse filme não, ele trata de uma cena urbana, mas como mera ficção.
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domingo, 15 de novembro de 2009

Ozzy Osbourne "Me arrependo de ter tentado matar a Sharon!"


OZZY OSBOURNE recentemente concedeu uma entrevista ao site Mirror.co.uk e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.

Sua biografia “Eu sou Ozzy” finalmente foi lançada. Nela há algo que vai nos chocar?

Osbourne: "Bem, não é exatamente uma história de ninar. Nem uma história para seus netos. Eu tive uma vida bastante agitada. Você não pode contar a vida de Ozzy em 350 páginas. Talvez haja muitas coisas para acontecer... Todo mundo sabe sobre o morcego e sobre uma pomba, mas há muitas outras coisas realmente engraçadas descritas lá. E o que me manteve vivo durante todos estes anos é que eu tive um bom senso de humor.”

Quais foram os momentos dos quais você sente mais orgulho e mais vergonha?

Osbourne: "Me arrependo de ter tentado matar a Sharon. Não era meu plano sair, ficar puto, tentar estrangulá-la e acordar na cadeia. Meu melhor momento foi ter sido bem sucedido no meu primeiro trabalho solo após o Black Sabbath. Ter tido meus filhos e ter ficado sóbrio.”

O fato de que você é mais famoso por morder a cabeça de um morcego / par de pombas te aborrece?

Osbourne: “O que aconteceria se eu fizesse isso hoje? ‘Ozzy morde a cabeça de duas pombas’. E daí? Porém isto estará escrito na minha lápide. Você pensaria que é tudo que eu já tinha feito, mas eu fiz um monte de coisas piores do que isso. Quando as pessoas me perguntam como é morder a cabeça de um morcego, eu meio que fico puto porque eles não pesquisaram muito.”

O que teria acontecido se você não tivesse conhecido a Sharon?

Osbourne: "Eu estaria morto. Eu teria me matado. Me apaixonar pela Sharon foi a melhor coisa que me aconteceu. Ela era paciente, ela manteve-se forte por mim.

Alguém me perguntou, ‘Imagine se fosse o contrário, você fosse sóbrio e ela fosse a que ficasse deitada no chão coberta de mijo e vômito todos os dias. Quanto tempo você acha que duraria?' E eu disse ‘Caralho, essa é uma boa pergunta.’ Eu realmente não sei responder. Ela me afastou de tudo. O fato de ela estar sóbria me salvo. Ela não é de beber muito – ela bebe alguns copos de vinho e já fica louca”.

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Lemmy "Se vendesse como o AC/DC lançaria 2 álbuns por ano!"


Lemmy Kilmister, líder do MOTÖRHEAD, recentemente concedeu uma entrevista ao The Belfast Telegraph e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.

Sobre viver a vida em ritmo acelerado e uma possível aposentadoria:

Kilmister: "Não consigo pensar em nada melhor para fazer. Você consegue? Eu não consigo ver a aposentadoria sendo melhor do que correr ao redor do mundo."

Sobre ficar na estrada por longos períodos de tempo:

Kilmister: "Turnês realmente cansam depois de um tempo. Mas toda turnê é boa, contanto que você não esteja aleijado!"

Sobre a pausa de cinco ou mais anos que algumas bandas levam entre um álbum e outro:

Kilmister: "Acho que a banda meio que morre quando completa três anos sem lançar nenhum álbum. Se eu vendesse tantos discos como o AC/DC, eu faria um álbum a cada seis meses!"

Sobre a influência do MOTÖRHEAD ser mencionada por todos, desde o Metallica ao Dave Grohl [FOO FIGHTERS]:

Kilmister: “É bom ser elogiado. Se fizemos alguém pegar um violão e fazer música, então não podemos ser tão ruins.”

Sobre ter resistido aos pedidos para se reunir com o guitarrista "Fast" Eddie Clarke e o baterista Phil "Philthy Animal" Taylor – a formação que gravou obras seminais do metal como "Overkill", "Bomber" e "Ace of Spades":

Kilmister: “Não seria justo com os dois [atual baterista Mikkey Dee e o guitarrista Phil Campbell]. Esses caras tocaram 'Ace of Spades' muito mais vezes do que Phil [Taylor] ou Eddie tocaram. Nós temos trabalhado muito nesta banda para colocá-la em espera enquanto eu vou brincar com os outros dois. Eu sou leal. Eu também fui leal ao Phil e ao Eddie, até eles terem deixado de ser leais comigo.”

J.rock n roll: Gente,por isso que eu adoro esse cara,pois ele fala o que realmente pensa e,não se limita a falar coisas que possa o prejudicar.

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Liam Gallagher volta a tocar com os ex-membros do Oasis


Desde o fim do Oasis, o ex-vocalista da banda, Liam Gallagher vem dizendo que pretende montar uma nova banda.

Em entrevista à rádio italiana Deejay, nesta sexta (13), dada para promover sua marca de roupas, Pretty Green, Liam revelou que anda ensaiando ultimamente com todos os membros do antigo Oasis, exceto seu irmão Noel.

A reunião dos membros do grupo não significa o retorno do Oasis: "Não o Oasis, o Oasis já era. Todo mundo menos o Noel", disse o cantor, que não pretende mais usar o nome da banda que lhe deu fama.

Liam ainda promete que os shows da nova banda podem começar a acontecer "daqui a uns dois meses", e diz sentir saudade dos palcos: "Sempre sinto falta de cantar as músicas. Sinto falta das pessoas".

Sobre a briga que separou o Oasis, Liam explica: "Nós tivemos uma briga - mas já tivemos maiores, sobre pessoas mais importantes. Basicamente, acho que ele queria sair, fazer algo diferente, mas ele não teve os colhões para contar à banda e aos fãs".

"Não quebrei a guitarra nele, cara. Mas gostaria de ter feito isso [...] Ele meio que... tratou minha guitarra mal, e ela era um presente da minha esposa. Então, apenas achei que era justo pagar na mesma moeda, então quebrei a dele."

Liam ainda confessa que acha tudo isso bobagem: "Soa ridículo, como se fossemos duas velhinhas".
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Aerosmith "Os comentários estão sendo colocados fora do contexto!"


Joey Kramer, baterista do Aerosmith, recentemente concedeu uma entrevista ao Courant.com onde falou sobre seu livro intitulado “Hard: A Story Of Hitting Rock Bottom At The Top”. Abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa, inclusive um breve comentário sobre a atual situação de Steven Tyler.

Alguém, professores, padres, amigos, outros membros da família, perceberam que você estava sendo abusado quando criança?

Kramer: “Eu nunca disse a ninguém porque, enquanto o abuso estava em andamento, eu não estava consciente de que era abuso. Achei que era algo normal entre meu pai e eu. Acho que naquela época havia um monte de garotos como eu, que eram abusados fisicamente pelos pais, que pensavam que esta era a maneira de discipliná-los. Há uma confusão entre o abuso e o amor, e depois eu perdoei meu pai pois eu acho que isso era tudo o que ele sabia. Ele estava tentando fazer o melhor que podia.”

Algumas passagens ao longo do livro estão em negrito. Por que?

Kramer: “São declarações que eu estava fazendo que foram particularmente importantes para mim. Eu queria que as pessoas entendessem.”

O que fez você decidir por escrever o livro?

Kramer: “Eu decidi escrever há cinco anos e levou quatro anos para eu o escrever. A razão pela qual eu fiz foi que eu percebi que poderia incorporar lembranças rock 'n' roll, que é algo que eu queria fazer, com minha própria história. Particularmente eu não acho que foi interessante o bastante, mas as pessoas perceberam que você não tem que ser uma estrela de rock 'n' roll para cair e se machucar. Agora que eu já tenho estado sóbrio há um tempo, eu queria que as pessoas soubessem que há uma maneira de fazê-lo e não desistir da esperança.”

Qual é sua opnião sobre Steven Tyler desistir ou não desistir do AEROSMITH?

Kramer: “Eu realmente não estou fazendo nenhuma declaração sobre isso, porque tudo está sendo mal interpretado e os comentários estão sendo colocados fora do contexto.”

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